sexta-feira, 27 de julho de 2012

TV Escola exibe programa sobre o uso de recursos audiovisuais


Investigar como a escola e os professores usam recursos audiovisuais para ensinar é o tema a ser abordado no programa Caminhos da Escola desta quinta-feira, 26 de julho, na TV Escola. O programa será exibido às 22h30.

Para apresentar uma proposta de uso do audiovisual na educação, a equipe do programa foi até o Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Lá, o projeto Cinema para Aprender e Desaprender (Cinead) é desenvolvido por professores e pesquisadores para investigar tanto as relações entre cinema e educação, com ênfase na infância e na adolescência, quanto a interferência do audiovisual no processo de formação do indivíduo.

No quadro Debate, o convidado é o músico e ativista social Marcelo Yuka, ex-integrante da banda Rapa. Ele conversa com estudantes sobre temas como música, luta social e poesia. No quadro Desafio, alunos do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, de Salvador, produzem uma vitrine na qual unem conhecimentos de arte à Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O programa terá reprise no sábado, 28, às 17 horas, e no domingo, 29, às 9 horas.

A TV Escola pode ser sintonizada com antena parabólica digital ou analógica em todo o país e na página do Ministério da Educação na internet. O sinal está disponível também nas operadoras de tevê por assinatura Via Embratel (canal 123), Sky (canal 112) e Telefônica (canal 694).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Uma semana que vai deixar saudade!


Entre os dias 9 a 13 de julho de 2012 a equipe do NAP esteve nas cidades de Betim, Curvelo, Felixlândia e Lavras realizando uma Semana de Inclusão Digital. Mais de 500 professores participaram dos cursos, descobriram novas possibilidades de ensino e conheceram recursos pedagógicos da Web 2.0 que podem ser utilizados na escola e ampliar aprendizagens para além da sala de aula.

Ensinar no século XXI é um grande desafio, sobretudo quando os métodos utilizados não se aproximam da realidade dos alunos. Nesses casos não há conexão e os alunos se sentem desmotivados para aprender. Há inúmeros softwares e ferramentas gratuitas que podem reduzir este distanciamento entre o aluno e o saber. O primeiro passo para a descoberta é a curiosidade. 

Nessa semana além de ensinar aprendemos muito. Conhecemos novas pessoas, lugares e descobrimos que é possível ir mais longe quando acreditamos na educação e damos o nosso melhor. “Conhecimento, afeto e transformação” esses são os eixos que norteiam o trabalho da Martins Pereira, gestora do Núcleo Amigo do Professor. 

Veja alguns produtos das oficinas: 

Oficina de Cartoons e Histórias em Quadrinhos:

Profª. Fabiana Espíndola 
 

Profª Verônica Farias


Oficina de E-Books: 
 
 

  


Oficina de Blogs: 

Confira as fotos no Flickr!
Se você participou dos cursos não deixe de registrar o seu comentário.
Viste também o blog do NAP e conheça outros trabalhos. Seja um seguidor!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Começou mais uma semana de Inclusão Digital do NAP!


Através de parcerias com as Secretarias de Educação de diversas cidades de Minas Gerais, o Núcleo Amigo do Professor iniciou hoje, 09 de julho de 2012, a Semana de Inclusão Digital NAP Sem Fronteiras que conta com oficinas que promovem o aperfeiçoamento e uso das tecnologias digitais na sala de aula e no cotidiano das Escolas.

Os oficineiros do NAP já estão nas cidades de: Curvelo, Felixlândia, Lavras e Betim despertando a curiosidade e mostrando aos professores possibilidades inovadoras de uso das tecnologias na aprendizagem. 

Dentre as oficinas escolhidas, destacamos alguns dos temas que serão trabalhos durante essa semana: 

  • Blog
  • Cartoons
  • História em Quadrinhos
  • Memorial virtual
  • Museus virtuais
  • Pesquisa na Internet
  • Redes Sociais
  • Telejornais

Esse é mais um passo do projeto NAP SEM FRONTEIRAS onde levaremos nossas atividades para além muros do nosso espaço físico e poderemos trabalhar com educadores do interior de Minas Gerais.

Estamos muito felizes com mais essa realização!

Contamos com a participação de todos os professores e profissionais da Educação!

Sabemos e acreditamos na importância do Professor!

Confira alguns momentos da formação de hoje. 



Participe das nossas formações e concorra a brindes. Alguns professores felizardos já foram contemplados na oficina de hoje. Amanhã pode ser você.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

“Não se pode mais pensar nos jovens do campo sem relacioná-los com as novas tecnologias”


A relação da Juventude Rural com as mídias digitais foi tema central da Roda de Conversa ocorrida nessa tarde no Píer Mauá. O debate sobre a necessidade de políticas públicas que garantam aos jovens do campo maior acesso às tecnologias de informação e comunicação reuniu a assessora de juventude do Gabinete do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ana Carolina Silva; a secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Juventude, Ângela Guimarães; o professor da Universidade Federal Fluminense, Aroldo Magno de Oliveira; e o coordenador de juventude do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Raul de Souza Amorim.

Diante do êxodo de jovens do meio rural, discutiu-se a importância de políticas que favoreçam a permanência desse segmento social no campo. “Campo sustentável é campo com gente, onde se respeita o saber das comunidades”, afirmou Ana Carolina Silva. Ângela Guimarães defendeu a importância de enxergar a juventude brasileira de modo plural, na medida em que os jovens do campo têm demandas diferentes daquelas apresentadas pela juventude urbana. A própria juventude rural é bastante diversa, já que se constitui por jovens campesinos, quilombolas, indígenas ou ribeirinhos, por exemplo. Um dos laços que une esses jovens é a necessidade de estarem conectados, a fim de produzirem um conteúdo inovador.  Ana Carolina elogiou a atuação crescente da juventude rural em debates amplos e profícuos nas redes sociais. 

Ângela Guimarães lembrou que, atualmente, o principal meio de informação já não é mais a televisão, mas a internet, o que gera novas possibilidades de participação dos jovens em uma comunicação mais horizontal. Para ela, “não se pode mais pensar nos jovens do campo sem relacioná-los com as novas tecnologias”. O acesso às tecnologias é essencial para que o debate da juventude rural no mundo, mas Ângela acredita que a inclusão dos jovens não pode ser realizada apenas pela presença de equipamentos, como computadores. É necessário um conjunto de políticas públicas que levem também a educação, a cultura e o esporte para as áreas rurais. 

A certeza de que os jovens querem produzir uma informação crítica e inovadora que corresponda às suas demandas e anseios foi consensual no debate. Raul Amorim, no entanto, criticou as dificuldades ainda encontradas no campo brasileiro: “O sinal de telefonia mal chega”, disse. De acordo com o integrante do MST, 94% das escolas rurais ainda não têm banda larga e 15% não têm sequer energia elétrica. Para Raul, é importante que os jovens tenham meios de produzir sua própria representação do campo, negando a estética da pobreza e os padrões da indústria cultural. 

Por isso, Raul acredita que deve ser facilitado o acesso não só às novas mídias, mas também a outras formas de comunicação, como as rádios comunitárias, que ainda enfrentam inúmeros obstáculos burocráticos e legais para funcionarem e multiplicarem-se. “As rádios comunitárias são cerceadas o tempo todo”, concordou Aroldo de Oliveira. Os participantes afirmaram a necessidade de integração do governo com a população e os movimentos sociais para a construção de um novo modelo de sociedade. Referindo-se às políticas adotadas pelo governo federal, Aroldo de Oliveira opinou: “O projeto é louvável e pertinente, mas deve ser desenvolvido de forma dialógica. Não pode ser uma via de mão única”. 

Após o encerramento do debate, Ângela Guimarães falou sobre a complexidade das demandas da juventude rural: “São demandas por desenvolvimento integral, que passa não só pela permanência da sua produção no campo (por meio do fortalecimento da agricultura familiar), mas também por ter o que fazer no seu tempo livre, por ter equipamento de esporte, por ter acesso a novas tecnologias de informação e de comunicação e uma série de outras dimensões que dizem respeito a sua própria vivência humana”. Para Ângela, a juventude rural deseja sua permanência no campo, mas por meio de políticas públicas que levem em consideração a sua realidade específica. 

Fonte: Secretaria Nacional de Juventude, por Camila De' Carli

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Desafio para desenvolvimento sustentável é acesso à educação


“Desenvolvimento sustentável implica crescimento da economia, para que se possa distribuir riqueza. Significa assegurar acesso à educação, à saúde, à segurança pública e a todos os serviços necessários ao bem-estar da cidadania plena da população”, afirmou a presidenta da República, Dilma Rousseff, ao abrir oficialmente, nesta quarta-feira, 20, a Conferência da ONU sobre o desenvolvimento sustentável – Rio+20.

Sustentabilidade e meio ambiente são temas presentes nos currículos das escolas públicas brasileiras. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tem defendido os avanços do ensino das temáticas ligadas ao meio ambiente nas escolas públicas nas últimas duas décadas. “O meio ambiente não é lembrado apenas na semana do meio ambiente ou no dia da árvore. O meio ambiente é assunto para todo o ano letivo. É um assunto amplo tratado em várias disciplinas do currículo da educação básica”, disse o ministro no programa de rádio Hora da Educação, no dia 12 de junho.

Nesta quarta, também foi lançado o livro Contribuição da Pós-Graduação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, uma ação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na Rio+20, com a presença do presidente da instituição, Jorge Guimarães, no Píer Mauá. O livro aborda a síntese das ações do órgão, no âmbito do sistema nacional de pós-graduação, voltadas para o desenvolvimento sustentável.

A publicação faz referência aos temas da conferência, aliados aos desafios da pós-graduação: água, energia sustentável, oceanos, segurança alimentar e agricultura sustentável, cidades sustentáveis, emprego, economia verde e inclusão social, mudanças climáticas e desastres naturais, Amazônia e biodiversidade.

A Rio+20 também foi o palco para o lançamento da 4ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, que terá o tema Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis, e acontecerá de 10 a 14 de outubro de 2013. A conferência nacional será antecedida pelas etapas escolares (até 30 de março de 2013), municipais, estaduais e regionais (até 17 de agosto de 2013).

Durante sua participação na Conferência da ONU, Mercadante homologou as diretrizes curriculares nacionais para a educação ambiental e para a educação indígena. A assinatura dos documentos ocorreu na abertura oficial do Encontro de Juventude e Educação para a Sustentabilidade Socioambiental, uma das participações do Ministério da Educação na Conferência Rio+20.

As diretrizes foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), após diálogo com os sistemas de ensino, sociedade civil e diferentes instâncias governamentais. No caso da educação indígena, por exemplo, foi definido que os projetos educativos devem afirmar as identidades étnicas e valorizar as línguas e conhecimentos dos povos indígenas. 

Fonte: Ministério da Educação, por Assessoria de Comunicação Social

terça-feira, 19 de junho de 2012

Para conferencista, tecnologia deve ser adaptada à educação


Em seu segundo dia de debate, o Seminário Latino-Americano de Disseminação de Conteúdos Digitais contou com relatos de representantes dos países participantes acerca das políticas para a implantação desses conteúdos nas escolas do continente. Foram destacados os avanços e dificuldades encontradas pelos participantes com relação a esse tema.

O vice-presidente da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura), Fernando Almeida, conferencista convidado do dia 14 de junho de 2012, lembrou que a tecnologia não nasceu como um instrumento de ensino. Segundo ele, é necessário que os principais atores ligados ao processo de aprendizagem permitam que a escola se aproprie da tecnologia para uso na educação. “Quem pilota essa mudança é o educador que está em sala de aula”, destaca.

O professor Almeida ressaltou em sua apresentação pela manhã que o modelo de ensino e de escola pública dos países participantes é algo recente, e a tecnologia é um eixo importante nesse processo de estruturação do novo modelo escolar. Ele também observou que as experiências compartilhadas no evento são fruto de trabalhos desenvolvidos há décadas e que ainda se encontram em implantação. “É um longo trabalho de gestação de experiências. São projetos interessantes que hoje representam uma grande riqueza na América Latina”, afirmou.

Almeida destacou o papel da universidade nessa apropriação das tecnologias digitais pelas escolas. Ele também lembrou a necessidade de uma aproximação entre universidades e escolas, por meio da realização de pesquisas sobre o uso da tecnologia no ambiente escolar e da formação de professores para o uso pedagógico das mídias. “As universidades brasileiras são bandeiras fundamentais para a apropriação dessas tecnologias”, disse.

O Seminário Latino-Americano de Disseminação de Conteúdos Digitais, que discute a presença e implantação das tecnologias digitais nas escolas do continente, terminou no dia 15 de junho. 

Fonte: Ministério da Educação, por Assessoria de Comunicação Social

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Jovens aderem a movimentos para promover conscientização


A característica comum que une os jovens participantes do Encontro de Juventude e Educação para a Sustentabilidade Socioambiental é o engajamento em movimentos sociais. Alguns deles manifestaram interesse pelas questões socioambientais quando crianças ou no início da adolescência, e acabaram indo a fundo e se tornando gestores de políticas públicas na área.

É o caso do baiano Ian Aguzzoli, 23 anos, que começou como beneficiário de um projeto de arte e educação em Salvador aos 13 anos e, hoje, faz parte da equipe técnica da coordenação de educação ambiental da Secretaria de Educação da Bahia. “Quando eu tinha uns 15 anos, tomei conhecimento das conferências infantojuvenis de meio ambiente e dos coletivos jovens e resolvi fazer parte”, conta. A partir daí, com o fortalecimento do movimento em seu estado, ele e outros jovens foram convidados para trabalhar com gestão.

Para Ian, o controle social das políticas públicas de meio ambiente e de educação ambiental é da maior importância. Em sua opinião, a participação ativa dos cidadãos deve começar desde cedo, como por exemplo, junto às Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola (Com-Vida). Assim, segundo Ian, os estudantes desenvolvem visão crítica e transformadora em relação ao lugar onde vivem.

Daniel Alves, 19 anos, é aluno do terceiro ano do ensino médio de uma das escolas públicas em que Ian atua, na Vila de Abrantes, em Camaçari (BA). O rapaz também participa do encontro de juventude no Rio de Janeiro e conta que, por meio do Com-Vida de sua escola, ele e outros colegas têm transformado a realidade de sua comunidade nas questões socioambientais.

Nas proximidades da escola estão as Dunas de Abrantes, que fazem parte de uma Área de Proteção Ambiental (APA) e, no entanto, têm sofrido o impacto de construções desordenadas em seu entorno. Daniel e os colegas começaram a fazer um trabalho de conscientização com a comunidade, como palestras e oficinas, no sentido de proteger o patrimônio ambiental.

“Acredito que a comunidade tem sido impactada com essas e outras ações promovidas pelo Com-Vida”, diz Daniel. “Também incentivamos a coleta seletiva de lixo, o reaproveitamento de óleo de cozinha usado para fazer sabão, a colocação de minhocário para decompor restos de frutas e fazer adubo e a construção de brinquedos com garrafas pet.”

O estudante e seus colegas estão trabalhando, agora, com educomunicação. Montaram um blog e compartilham ações socioambientais com outros grupos. “Vou sair da escola, mas quero continuar conscientizando outras pessoas a favor do meio ambiente e mostrar que não precisamos ficar só nas palavras, mas podemos agir para impactar nossa escola, nosso bairro e nosso estado”, destaca.

O Encontro de Juventude e Educação para a Sustentabilidade Socioambiental, uma das participações do Ministério da Educação na Conferência Rio+20, terminou nesta sexta-feira, 15. Desde quarta-feira, 13, cerca de 400 jovens debateram o papel da juventude na construção de espaços educadores sustentáveis e a agenda da juventude para um projeto de desenvolvimento sustentável, por meio de grupos de trabalho, painéis e apresentação de propostas em plenário. 

Fonte: Ministério da Educação, por Letícia Tancredi.