quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ministério estuda incluir Enem no cálculo do Ideb para universalizar índice


O Ministério da Educação estuda a substituição da Prova Brasil pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o cálculo do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb). Os resultados do Enem confeririam maior universalidade aos resultados do ensino médio. Em 2011, o exame recebeu 1,5 milhão de inscrições de estudantes que concluíam essa fase, enquanto a amostra do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que inclui a Prova Brasil, avaliou 70 mil candidatos.

“O Enem é quase censitário e os alunos já estão cobrando resultados”, disse o ministro Aloizio Mercadante. “Com as cotas sociais, a participação deve crescer ainda mais.” Durante encontro do ministro com representantes do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), na manhã desta terça-feira, 21, foi proposta a criação de um grupo de trabalho para debater a valorização do ensino médio.

O grupo de trabalho contará com representantes do MEC, cinco representantes do Consed, um de cada região, e observadores da Academia Brasileira de Ciência e da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Outros temas que o grupo deverá discutir serão o redesenho curricular do ensino médio, a ampliação do ensino médio inovador e do ensino integral diurno. O grupo deve apresentar o resultado das discussões na próxima reunião do Consed, em 18 de outubro, em Santa Catarina.

Para Mercadante, a restruturação do currículo para o ensino médio deve focar nas quatro áreas de concentração do conhecimento do Enem, linguagem, matemática, ciências humanas e ciências da natureza. Para o ministro, o ensino médio inovador, que tem uma hora diária a mais, totalizando cinco horas, e o professor atuando em tempo integral na escola devem ser valorizados. “O ensino médio inovador trabalha com a flexibilidade curricular na interação por concentração de conhecimento”, explicou.

Também foi discutida a realização, em 2013, da Prova Nacional de Ingresso na Carreira Docente. A iniciativa pretende selecionar professores para auxiliar municípios que têm dificuldades em realizar seus próprios concursos. O exame deve acontecer no segundo semestre do próximo ano.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Inscrições abertas para o Prêmio Finep Jovem Inovador


Estudantes, de 14 a 18 anos, de todo o Brasil podem concorrer ao Prêmio Finep Jovem Inovador 2012, que vai selecionar as melhores fotografias sobre o tema energia sustentável. O objetivo é levar o conceito de inovação às escolas e despertar o interesse dos jovens por tecnologia. Serão escolhidas as três melhores fotos de cada região do Brasil e os autores receberão troféus em cerimônia de premiação. As imagens classificadas em primeiro lugar na etapa regional concorrerão ao Prêmio Nacional. Os primeiros lugares de cada região e o vencedor nacional receberão prêmio de R$ 2,5 mil. Cada participante pode concorrer com até três fotografias (digitais e inéditas) que podem ser de paisagens, máquinas, pessoas, entre outros. Os critérios são originalidade, qualidade técnica e estética, além da adequação ao tema.
  •  As inscrições estão abertas até 16 de agosto.
  • Acesse o regulamento e o formulário no site do Finep: www.finep.gov.br

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

INEP lança manual com orientações para a redação


Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm mais uma ferramenta para se preparar para as provas. A Redação no Enem 2012 – Guia do Participante foi lançado na tarde do dia 30 de julho, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O ministro Aloizio Mercadante e o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, apresentaram o manual. 

 O guia detalha os critérios de correção das redações do Enem, orienta os estudantes e apresenta exemplos de redações que obtiveram nota máxima no exame. Além de estar disponível na internet, 1,6 milhão de exemplares do guia serão distribuídos para escolas da rede pública. 

Para a edição deste ano do Enem o número de corretores teve um aumento de 40%, e o sistema de correção foi aperfeiçoado. A nota da redação será dividida entre cinco competências: demonstrar conhecimento da norma culta padrão da língua escrita; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação, e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. 

Cada redação será avaliada por dois corretores independentes. Caso haja diferença superior a 80 pontos em qualquer competência ou maior que 200 pontos no total, a prova será reavaliada por um terceiro corretor. Persistindo as discrepâncias, uma banca avaliadora dará a nota final. 

 De acordo com o ministro Aloizio Mercadante, apresentar os critérios de correção fortalece o exame. “Neste guia está definido o que se espera de cada uma das competências da redação, para que o estudante saiba o que os avaliadores esperam. É a primeira vez que temos um material que ajude os estudantes”, explicou o ministro. 

O ministro ainda destacou que os estudantes terão acesso à correção das redações para fins pedagógicos, mas a forma como os textos serão divulgados ainda não está definida. A divulgação é parte do termo de ajustamento de conduta firmado pelo MEC com o Ministério Público Federal. 

 O guia pode ser acessado gratuitamente na página do Inep na internet

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação

sexta-feira, 27 de julho de 2012

TV Escola exibe programa sobre o uso de recursos audiovisuais


Investigar como a escola e os professores usam recursos audiovisuais para ensinar é o tema a ser abordado no programa Caminhos da Escola desta quinta-feira, 26 de julho, na TV Escola. O programa será exibido às 22h30.

Para apresentar uma proposta de uso do audiovisual na educação, a equipe do programa foi até o Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Lá, o projeto Cinema para Aprender e Desaprender (Cinead) é desenvolvido por professores e pesquisadores para investigar tanto as relações entre cinema e educação, com ênfase na infância e na adolescência, quanto a interferência do audiovisual no processo de formação do indivíduo.

No quadro Debate, o convidado é o músico e ativista social Marcelo Yuka, ex-integrante da banda Rapa. Ele conversa com estudantes sobre temas como música, luta social e poesia. No quadro Desafio, alunos do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, de Salvador, produzem uma vitrine na qual unem conhecimentos de arte à Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O programa terá reprise no sábado, 28, às 17 horas, e no domingo, 29, às 9 horas.

A TV Escola pode ser sintonizada com antena parabólica digital ou analógica em todo o país e na página do Ministério da Educação na internet. O sinal está disponível também nas operadoras de tevê por assinatura Via Embratel (canal 123), Sky (canal 112) e Telefônica (canal 694).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Uma semana que vai deixar saudade!


Entre os dias 9 a 13 de julho de 2012 a equipe do NAP esteve nas cidades de Betim, Curvelo, Felixlândia e Lavras realizando uma Semana de Inclusão Digital. Mais de 500 professores participaram dos cursos, descobriram novas possibilidades de ensino e conheceram recursos pedagógicos da Web 2.0 que podem ser utilizados na escola e ampliar aprendizagens para além da sala de aula.

Ensinar no século XXI é um grande desafio, sobretudo quando os métodos utilizados não se aproximam da realidade dos alunos. Nesses casos não há conexão e os alunos se sentem desmotivados para aprender. Há inúmeros softwares e ferramentas gratuitas que podem reduzir este distanciamento entre o aluno e o saber. O primeiro passo para a descoberta é a curiosidade. 

Nessa semana além de ensinar aprendemos muito. Conhecemos novas pessoas, lugares e descobrimos que é possível ir mais longe quando acreditamos na educação e damos o nosso melhor. “Conhecimento, afeto e transformação” esses são os eixos que norteiam o trabalho da Martins Pereira, gestora do Núcleo Amigo do Professor. 

Veja alguns produtos das oficinas: 

Oficina de Cartoons e Histórias em Quadrinhos:

Profª. Fabiana Espíndola 
 

Profª Verônica Farias


Oficina de E-Books: 
 
 

  


Oficina de Blogs: 

Confira as fotos no Flickr!
Se você participou dos cursos não deixe de registrar o seu comentário.
Viste também o blog do NAP e conheça outros trabalhos. Seja um seguidor!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Começou mais uma semana de Inclusão Digital do NAP!


Através de parcerias com as Secretarias de Educação de diversas cidades de Minas Gerais, o Núcleo Amigo do Professor iniciou hoje, 09 de julho de 2012, a Semana de Inclusão Digital NAP Sem Fronteiras que conta com oficinas que promovem o aperfeiçoamento e uso das tecnologias digitais na sala de aula e no cotidiano das Escolas.

Os oficineiros do NAP já estão nas cidades de: Curvelo, Felixlândia, Lavras e Betim despertando a curiosidade e mostrando aos professores possibilidades inovadoras de uso das tecnologias na aprendizagem. 

Dentre as oficinas escolhidas, destacamos alguns dos temas que serão trabalhos durante essa semana: 

  • Blog
  • Cartoons
  • História em Quadrinhos
  • Memorial virtual
  • Museus virtuais
  • Pesquisa na Internet
  • Redes Sociais
  • Telejornais

Esse é mais um passo do projeto NAP SEM FRONTEIRAS onde levaremos nossas atividades para além muros do nosso espaço físico e poderemos trabalhar com educadores do interior de Minas Gerais.

Estamos muito felizes com mais essa realização!

Contamos com a participação de todos os professores e profissionais da Educação!

Sabemos e acreditamos na importância do Professor!

Confira alguns momentos da formação de hoje. 



Participe das nossas formações e concorra a brindes. Alguns professores felizardos já foram contemplados na oficina de hoje. Amanhã pode ser você.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

“Não se pode mais pensar nos jovens do campo sem relacioná-los com as novas tecnologias”


A relação da Juventude Rural com as mídias digitais foi tema central da Roda de Conversa ocorrida nessa tarde no Píer Mauá. O debate sobre a necessidade de políticas públicas que garantam aos jovens do campo maior acesso às tecnologias de informação e comunicação reuniu a assessora de juventude do Gabinete do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ana Carolina Silva; a secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Juventude, Ângela Guimarães; o professor da Universidade Federal Fluminense, Aroldo Magno de Oliveira; e o coordenador de juventude do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Raul de Souza Amorim.

Diante do êxodo de jovens do meio rural, discutiu-se a importância de políticas que favoreçam a permanência desse segmento social no campo. “Campo sustentável é campo com gente, onde se respeita o saber das comunidades”, afirmou Ana Carolina Silva. Ângela Guimarães defendeu a importância de enxergar a juventude brasileira de modo plural, na medida em que os jovens do campo têm demandas diferentes daquelas apresentadas pela juventude urbana. A própria juventude rural é bastante diversa, já que se constitui por jovens campesinos, quilombolas, indígenas ou ribeirinhos, por exemplo. Um dos laços que une esses jovens é a necessidade de estarem conectados, a fim de produzirem um conteúdo inovador.  Ana Carolina elogiou a atuação crescente da juventude rural em debates amplos e profícuos nas redes sociais. 

Ângela Guimarães lembrou que, atualmente, o principal meio de informação já não é mais a televisão, mas a internet, o que gera novas possibilidades de participação dos jovens em uma comunicação mais horizontal. Para ela, “não se pode mais pensar nos jovens do campo sem relacioná-los com as novas tecnologias”. O acesso às tecnologias é essencial para que o debate da juventude rural no mundo, mas Ângela acredita que a inclusão dos jovens não pode ser realizada apenas pela presença de equipamentos, como computadores. É necessário um conjunto de políticas públicas que levem também a educação, a cultura e o esporte para as áreas rurais. 

A certeza de que os jovens querem produzir uma informação crítica e inovadora que corresponda às suas demandas e anseios foi consensual no debate. Raul Amorim, no entanto, criticou as dificuldades ainda encontradas no campo brasileiro: “O sinal de telefonia mal chega”, disse. De acordo com o integrante do MST, 94% das escolas rurais ainda não têm banda larga e 15% não têm sequer energia elétrica. Para Raul, é importante que os jovens tenham meios de produzir sua própria representação do campo, negando a estética da pobreza e os padrões da indústria cultural. 

Por isso, Raul acredita que deve ser facilitado o acesso não só às novas mídias, mas também a outras formas de comunicação, como as rádios comunitárias, que ainda enfrentam inúmeros obstáculos burocráticos e legais para funcionarem e multiplicarem-se. “As rádios comunitárias são cerceadas o tempo todo”, concordou Aroldo de Oliveira. Os participantes afirmaram a necessidade de integração do governo com a população e os movimentos sociais para a construção de um novo modelo de sociedade. Referindo-se às políticas adotadas pelo governo federal, Aroldo de Oliveira opinou: “O projeto é louvável e pertinente, mas deve ser desenvolvido de forma dialógica. Não pode ser uma via de mão única”. 

Após o encerramento do debate, Ângela Guimarães falou sobre a complexidade das demandas da juventude rural: “São demandas por desenvolvimento integral, que passa não só pela permanência da sua produção no campo (por meio do fortalecimento da agricultura familiar), mas também por ter o que fazer no seu tempo livre, por ter equipamento de esporte, por ter acesso a novas tecnologias de informação e de comunicação e uma série de outras dimensões que dizem respeito a sua própria vivência humana”. Para Ângela, a juventude rural deseja sua permanência no campo, mas por meio de políticas públicas que levem em consideração a sua realidade específica. 

Fonte: Secretaria Nacional de Juventude, por Camila De' Carli